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MANUEL VALENTE ALVES Visual Arts
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MANUEL VALENTE ALVES Visual Arts

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Installation ASCENSÃO DO MONT VENTOUX [ASCENT OF MONT VENTOUX] 2025

Curadoria/ Curator: Lúcia Saldanha

25 Outubro / October 2025 > 16 Fevereiro / February 2026  
MNAC - Museu Nacional de Arte Contemporânea / Museu do Chiado 

14 Fevereiro de 2025 às 17h00, finissage da exposição com uma conferência sobre o percurso e o trabalho de Manuel Valente Alves, realizada pela historiadora Raquel Henriques da Silva

Vistas da instalação e de obras expostas / Installation views and works  Photos: Manuel Valente Alves

ASCENSÃO DO MONT VENTOUX
Manuel Valente Alves

 


A instalação “Ascensão do Mont Ventoux” é composta por fotografias, desenhos e pinturas da minha autoria, realizados entre 1990 a 2025, que estabelecem um diálogo direto com a carta homónima de Petrarca (Ascensus Montis Ventosi), escrita em 1336, através da reinterpretação dos seus temas centrais, transpostos para uma reflexão contemporânea sobre a arte, a perceção, a caminhada e o ato de subir. 

A carta do poeta italiano descreve a sua subida ao Mont Ventoux como uma jornada física e, mais significativamente, como uma alegoria da ascensão espiritual e intelectual. A natureza é o cenário para um percurso interior do poeta, da escalada física da montanha (a sua ambição mundana inicial) a uma epifania motivada por uma leitura de Santo Agostinho – ao abandonar as distrações terrenas em busca de uma visão superior, a verdadeira ascensão torna-se espiritual. 

Para a conceção desta exposição, apropriei-me da narrativa do poeta e dos elementos-chave que a compõem para criar uma outra realidade, uma experiência pessoal resultante do labor artístico. Tal como Petrarca, que enfrenta os desafios físicos da montanha, o meu trabalho criativo também é o resultado de uma jornada, o labor do processo criativo que envolve conhecimento, superação, persistência e a exploração de diferentes meios (fotografia, desenho, pintura). 

A paisagem do Mont Ventoux, que na carta de Petrarca reflete a sua alma inquieta, torna-se para mim o ponto de partida para a criação de imagens que são simultaneamente documentação e reinterpretação do conceito de paisagem. As fotografias captam a realidade (a montanha e o ato de caminhar), enquanto os desenhos e as pinturas a filtram, mostrando como a perceção pode ser construída e transformada pela memória, pela emoção e pela intervenção artística. 

O conflito entre o olhar objetivo sobre o mundo e a subjetividade da experiência é central em ambas as obras, mas diferente numa e noutra. Petrarca compara a sua contemplação da natureza com a introspeção de Santo Agostinho numa perspetiva dual, concluindo que a verdadeira paisagem a ser explorada é o seu próprio interior. De modo diferente, eu utilizo diversas linguagens artísticas para expor um trajeto entre a documentação da realidade (a fotografia) e a sua representação imaginada ou sentida (o desenho e a pintura). 

Em ambos, a subida à montanha é uma metáfora para um aprofundamento, seja ele espiritual, no caso de Petrarca; ou artístico e reflexivo, no meu caso. Este ato, documentado e reprocessado artisticamente de forma lenta e refletida, opõe-se à “coisificação” da experiência humana, à velocidade e artificialidade das imagens digitais que circulam nas redes contemporâneas. Neste sentido, esta instalação poderá suscitar interrogações sobre as fronteiras entre o que é real e o que é representado, a topografia e a autobiografia, o finito e o infinito na nossa forma de ver, sentir e imaginar o mundo.




ASCENT OF MONT VENTOUX

Manuel Valente Alves
 

 

The installation “Ascension of Mont Ventoux” is composed of photographs, drawings and paintings of my authorship, created between 1990 and 2025, which establish a direct dialogue with Petrarch's letter of the same name (Ascensus Montis Ventosi), written in 1336, through the reinterpretation of its central themes, transposed into a contemporary reflection on art, perception, growth and the act of climbing.
    The Italian poet's letter describes his ascent of Mont Ventoux as a physical journey and, more significantly, as an allegory of spiritual and intellectual ascension. Nature serves as the backdrop for the poet's inner journey, from the physical climb of the mountain (his initial mundane ambition) to an epiphany prompted by a reading of Saint Augustine – by abandoning earthly distractions in search of a higher vision, true ascent becomes spiritual.
    To conceive this exhibition, I appropriated the poet's narrative and its key elements to create another reality, a personal experience resulting from artistic labour. Just like Petrarch, who faces the physical challenges of the mountain, my creative work is also the result of a journey, the labour of the creative process that involves knowledge, overcoming, persistence, and the exploration of different media (photography, drawing, painting).
    The landscape of Mont Ventoux, which in Petrarch reflects his restless soul, becomes for me the starting point for the creation of images that simultaneously document and reinterpret the concept of landscape. The photographs capture reality (the mountain and the act of walking), while drawings and paintings filter it, showing how perception can be constructed and transformed by memory, emotion, and artistic intervention.
    The conflict between the objective perspective on the world and the subjectivity of experience is central to both works, but distinct in each. Petrarch compares his contemplation of nature to Saint Augustine's introspection from a dual perspective, concluding that the true landscape to be explored is one's own interior. In a different way, I use various artistic languages ​​to expose a journey between the documentation of reality (photography) and its imagined or felt representation (drawing and painting).
    In both, the mountain climb is a metaphor for deepening, whether spiritual, in Petrarch's case; or artistic and reflective, in my case. This act, documented and artistically reprocessed in a slow and thoughtful manner, opposes the "objectification" of human experience, the speed and artificiality of digital images circulating on contemporary networks. In this sense, this installation may raise questions about the boundaries between what is real and what is represented, topography and autobiography, the finite and the infinite in our way of seeing, feeling, and imagining the world.



Exhibition

2025  Manuel Valente Alves, ASCENSÃO DO MONT VENTOUX  [ASCENT OF MONT VENTOUX], curator Lúcia Saldanha, MNAC - Museu Nacional de Arte Contemporânea / Museu do Chiado, Lisboa

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