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Man without qualities (2000)

Video Man without qualities (2000)



Exhibition

2000 O Homem Sem Qualidades, with José Wallenstein, in Arritmia – As inibições e os prolongamentos do Humano, Mercado Ferreira Borges, Porto [curator: João Sousa Cardoso] 


Selected bibliography

Manuel VALENTE ALVES, “De Profundis, Valsa Lenta, Crash e o Mar Glacial” in “Arritmia – As inibições e os prolongamentos do Humano”, catálogo, Museu da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, Porto, 2000.


Pessoas que sobem e descem... numa escada rolante. Porque é que o
homem está tão dependente da tecnologia? O homem descobre, inventa e cria para formatar o mundo aos seus desejos, à sua imaginação, transformando a natureza em cultura. Mas para o concretizar precisa de comer, beber, respirar... Como qualquer outro animal. "Entre uma obra de arte ou dez mil homens a morrer de fome o que será mais importante? Na verdade, como os inquiridos eram, de uma maneira ou de outra, quase todos artistas, defenderam a tese de que a cura espiritual da humanidade só poderia encontrar-se na arte, mas não conseguiram chegar a consenso sobre a natureza dessa cura e os argumentos a apresentar com vista à Acção paralela. [...] Um deles disse que a vida era a maior, a única verdadeira obra de arte. Outra voz objectou com convicção que não era a arte mas a fome que aproximava os homens. [...] Assentaram numa declaração apresentada mais ou menos nestes termos: que os tempos actuais correspondiam a um período de expectativa, de impaciência, de revolta e de desgraça. Mas o ansiado Messias que esperavam ainda não se vislumbrava no horizonte." (Robert Musil, “L’Homme sans qualités”)


People on rolling escalators. Up and down ... Is it necessary? Why man is so addicted to technology? Man discovers, invents and creates because he needs to adapt the world to his needs, to his imagination, transforming nature in culture. Something that other animals can’t do. But for realizing his desires man needs, first, to eat, to drink, to respire... like any other animal. “Between a work of art or ten thousand men die of hunger which is more important? In fact, as the respondents were, in one way or another, almost all artists, they defended the thesis that humanity's spiritual healing could only be found in art, but failed to reach consensus on the nature of healing and arguments to be submitted for parallel action. [...] One of them said that life was the greatest, the only true work of art. Another voice objected with conviction that it was not art but the hunger approached the men. [...] They settled in a statement presented more or less in these terms: that the current times corresponded to an expected period of impatience, revolt and disgrace. But the longed-for Messiah who still hoped not glimpsed on the horizon.” (Robert Musil, “L'Homme sans qualités”)