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Vitória de Samotrácia (1996)

Installation Vitória de Samotrácia [Samotracy Victory] (1996)

 
 
Photographs 114 x 170 cm each
 
 
 

Laser print on canvas 114 x 170 cm

 


Photograph 133 x 114 cm
 
 
 

Partial views of the exhibition in Culturgest, Lisbon


"A presente mostra pode ser entendida como continuação do trabalho sistemático de catalogação dos crimes contra a humanidade. Valente Alves parte de um exemplo paradigmático da escultura helenística – a Vitória de Samotrácia – para realizar uma reflexão quer sobre a colonização de África, quer sobre os não-lugares contemporâneos. O triunfo do Ocidente é apenas uma intensa ruína: conclusão a tirar da exibição de factos e da sua respectiva análise.

Nos diversos espaços do CAPC confrontam-se, em excelente montagem, quatro inquietantes fotografias a preto e branco de modernos cenários urbanos com outros tantos mapas, reportando a situação do continente africano em 1914 – a divisão territorial operada pelos europeus e as datas de independência dos diferentes estados. Na sala negra é mostrada uma melancólica imagem colorida com legenda: “If your subconscious knew of this place, all your dreams would happen here.” Inquietante, a oposição entre o luxo prometido e a realidade apresentada na instalação. Aqui, é impossível respirar."
(
Óscar Faria, “Sonhos Inquietantes”, Jornal Público, Lisboa, 26 de Abril  de 1996)


“The present exhibition can be understood as a continuation of a systematic work of cataloging the crimes against humanity. Valente Alves part of a paradigmatic example of Hellenistic sculpture – the Victory of Samothrace – to carry out a reflection either on the colonization of Africa, either on contemporary non-places. The triumph of the West is just an intense ruin: conclusion from the view of the facts and their respective analysis.

In the CAPC spaces are confronted, in an excellent mountage, four disquieting black-and-white photos of modern urban scenarios with four maps, reporting the situation of the African continent in 1914 – the territorial division operated by European and the independence dates of different African states. In the black room is shown a melancholic color image with a caption: “If your subconscious Knew of this place, all your dreams would happen here.” Unsettling, the opposition between the luxury promised and the reality presented in the installation. Here, it is impossible to breathe.”
(
Óscar Faria, “Disquieting Dreams”, Jornal Público, Lisbon, April 26, 1996)




Exhibitions

1996
Vitória de Samotrácia, Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, Coimbra
1998 Observatorio, Fotografía Contemporánea Portuguesa, Canal de Isabel II, Madrid [curator: João Lima Pinharanda]
2000 Um oceano inteiro para nadar, Culturgest, Lisboa [curators: Paulo Reis, Ruth Rosengarten]


Selected bibliography

Carlos VIDAL, Contra a Transparência (*.pdf)
Óscar FARIA, Sonhos inquietantes (*.pdf)
Manuel VALENTE ALVES, Vitória de Samotrácia (*.pdf)