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Indícios

Exhibition Indícios [Signs] (1987)

Oil on canvas 120 x 80 cm each


Exhibition

1988 Indícios, Galeria Quadrum, Lisboa 


Bibliography

Cristina Azevedo TAVARES, "Prefácio" (*.pdf)


"A pintura assume-se na materialidade e na fisicidade dos óleos. Das sobreposições. Das camadas que por baixo anunciam cor que rasga solenemente a superfície. Uma espécie de cerimónia, em que o fazer se torna temporalmente no ser da pintura, vem animar a realização dos quadros.
Todos eles são fruto de um acto demiúrgico, ao mesmo tempo aventureiro e perigoso porque é forçosamente catártico. E anímico também. [...]
O predomínio dos cinzentos e dos brancos veiculando por vezes o sentido dos vermelhos ou verdes, obedece também a este princípio de radicalização e depuração da linguagem. É um leque restrito de variações cromáticas que permite a busca pela matéria da pintura. Os veículos desta, são as formas que se tornam sinais. Indícios. [...]
Actualmente a pintura de Valente Alves reclama-se de um informalismo essencial. Na procura da essência das coisas, a pintura comporta um rigor e uma disciplina redutoras, apenas, enquanto meios para se atingir o núcleo das coisas: a pureza da visualidade. [...]
Mas não esqueçamos que podemos denominar essa busca das essências, mesmo que seja a visualidade em si, ou a matéria pura, uma vez que ela se esconde e revela de muitas maneiras, o lugar do transcendente, do sagrado. O lugar onde não há limites, nem muros, nem paredes, mas apenas o ponto onde o finito e o infinito de uma vez por todas se poderão unir."
(Cristina Azevedo Tavares, “Prefácio” in catálogo da exposição ”Indícios”, Galeria Quadrum, Lisboa, Abril de 1988)  

"The painting is assumed in the materiality and the physicality of the oils. Of the overlaps. From the layers below that announce color that renders the surface solemnly. A kind of ceremony, in which the doing becomes temporarily in the being of the painting, comes to enliven the realization of the pictures.
All of them are the result of a demiurgic act, at the same time adventurous and dangerous because it is necessarily cathartic. And so amicable. [...]
The predominance of grays and whites sometimes conveying the meaning of reds or greens, also obeys this principle of radicalization and language purification. It is a restricted range of chromatic variations that allows the search for the matter of the painting. The vehicles of this, are the forms that become signs. Clues. [...]
At the moment the painting of Valente Alves lays claim to an essential Informalism. In the quest for the essence of things, painting implies a reductionist rigor and discipline, only as a means to reach the core of things: the purity of visuality. [...]
But let us not forget that we can call this search for essences, even if it is visuality itself, or pure matter, since it hides and reveals in many ways the place of the transcendent, the sacred. The place where there are no limits, no walls, no walls, but only the point where the finite and the infinite can once and for all unite."
(Cristina Azevedo Tavares, "Preface" in catalog of the exhibition "Clues", Quadrum Gallery, Lisbon, April 1988)