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Asklepieion (2012)

Installation Asklepieion (2012)

  
 
 
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"Asklepieion designa, na Grécia Antiga os templos curativos dedicados a Asclépio (Esculápio, na designação latina), ao deus da Medicina, deus da Medicina, filho de Apolo e de Coronis. Os peregrinos doentes acudiam em grande número a esses oráculos, construídos em locais especialmente escolhidos pela sua qualidade ambiental, onde eram tratados através de procedimentos naturais e do repouso, num ambiente arquitectónico que era também propício à regeneração física e psicológica. Embora praticassem uma medicina ainda rudimentar à luz dos conhecimentos actuais, os primeiros sacerdotes-médicos (entre eles, Hipócrates, considerado o ‘pai’ da medicina racional) já procuravam inteligibilizar as relações entre o ser humano e o mundo natural, através da promoção do equilíbrio e da sustentabilidade do corpo na natureza. [...] Assim, inspirado na ideia dos templos da medicina gregos, o presente trabalho explora as relações entre significado e significante, mito e realidade, memória histórica e paisagem natural, através de imagens do céu, onde decorre uma dança de parapentes, espécie de sagração contemporânea da relação homem-natureza. Aparentemente estranha a este contexto, uma palavra, asklepieion, afixada na imagem mantém-se ao longo da projecção, em loop. A conotação desta palavra com os deuses e a medicina, abre, neste lugar indeterminado do espaço (não se identificam nestas imagens do céu coordenadas geográficas), as portas ao imaginário, permitindo reflectir sobre a ideia, o sentido último, da arte de curar. Ou de como sustentar um corpo cujo equilíbrio, mesmo nas mais perfeitas condições, é sempre precário? Como adequar um corpo finito ao infinito da natureza e do espaço? Como melhorar a natureza sem transfigurar o homem? Ao longo de milénios tem sido este o sonho do homem e da medicina."
(Manuel Valente Alves, “Asklepieion”, in Hospital, catálogo da exposição, APDH, Lisboa, 2012)

“Asklepieion were, in ancient Greece, the healing temples dedicated to Asclepius, god of medicine, son of Apollo and Coronis. These oracles, built in various locations, received numerous ill pilgrims. There they were treated through natural procedures, the best medical practice of that epoch. Besides practicing a medicine still without scientific basis, the first priest-doctors (among them Hippocrates, considered as the ‘father’ of rational medicine) tried to understand the relationship between humans and the natural world, in order to rationally promote the equilibrium and sustainability body in his natural environment. [...] Fly, fly without the aid of any technological device, floating in the sky with the lightness of a bird, it's a dream of humans since longtime, transformed in reality when man acquired a better knowledge of the laws of the surrounding nature. But fly can also be seen as a metaphor, expressing the idea of ​freedom, growth, development. In Medicine, ‘flying’ can also represent, metaphorically, the idea of treatment and cure of the disease, the idea of overtaking the vicissitudes of a natural body combining art and technology.”
(Manuel Valente Alves, in “Hospital”, exhibition catalog, APDH, Lisbon, 2012)


Exhibition

2012 Hospital, Panóptico do Hospital Miguel Bombarda, Lisboa [curator: Luís Campos]


Bibliography

Manuel VALENTE ALVES,
"Asklepieion" (*.pdf)
Luisa SOARES DE OLIVEIRA, "Fotógrafos no Panóptico" (*.pdf)


More information

Convite (*.pdf) 
Catálogo (*.pdf)